
Você já salvou quantos posts de "lugares para viajar" no Instagram?
Paris, Barcelona, Nova York, Buenos Aires, etc. Tudo lindo na foto, mas, na prática, tudo distante.
E enquanto isso você salva e adia por: "Quando tiver mais grana". "Quando falar inglês melhor". "Quando der certo na vida".
Mas aqui está a verdade: lugares para viajar não faltam. O que falta é você decidir se vai ser só mais um turista perdido apontando pro cardápio ou alguém que realmente vive o lugar.
A diferença entre essas duas experiências? Idioma.
Vamos direto aos destinos e ao que realmente importa pra você aproveitar cada um deles!

Quais são os melhores lugares para viajar hoje?
Os melhores lugares para viajar são aqueles que combinam seu objetivo (economizar, viajar sozinho(a), viajar em família, ver paisagens incríveis, etc.), o idioma que você quer usar na prática e o tipo de experiência que você busca.
Em outras palavras, você pode ser um turista passivo ou o protagonista da própria história.
Não existe "melhor destino universal", existe o melhor destino pra você e isso depende de três coisas:
- Quanto você tem pra gastar
Viagem barata existe, mas exige pesquisa e flexibilidade. Destinos na América Latina costumam custar menos que Europa ou EUA e temporada baixa sempre é mais em conta.
- O que você quer viver
Praia? Montanha? Cidade grande? Cultura? Balada? Cada destino tem sua vibe. Buenos Aires não é Dublin, assim como Paris não é Santiago.
- Qual idioma você quer praticar
E aqui mora o ponto que ninguém te conta: saber se virar no idioma local muda tudo. Você deixa de depender de guia, de Google Tradutor, de apontar pra foto do cardápio. Você pergunta, você entende e você participa.
Escolher onde viajar pensando no idioma que você quer destravar transforma a viagem em laboratório real. Não é sobre ser fluente antes de ir, é sobre chegar preparado o suficiente pra não travar na primeira conversa.
Lugares baratos para viajar e treinar o idioma
Viajar pra fora não precisa custar um rim; existem destinos onde você gasta menos, aprende mais e ainda volta com histórias melhores que qualquer resort all-inclusive.
América Latina em espanhol
Se você quer economizar e praticar espanhol, a América Latina é seu playground.
Buenos Aires (Argentina): Cidade vibrante, preço acessível, cultura de boteco e conversa na rua. Você pratica espanhol pedindo empanada, perguntando direção ou fazendo amizade em hostel.
A passagem custa entre 1.500 e 2.500 reais (depende da época), e lá dentro você vive bem com 50 a 80 dólares por dia.
Santiago (Chile): Moderna, organizada e mais cara que Buenos Aires, mas ainda acessível. Base perfeita pra conhecer vinícolas, montanhas e praticar espanhol com chilenos que falam rápido (ótimo treino). Hostel custa entre 15 e 30 dólares a diária.
Montevidéu (Uruguai): Menor, mais tranquilae com preço intermediário. Ideal pra quem quer ritmo calmo e conversação sem pressão. Dá pra combinar com Buenos Aires na mesma viagem.
Os valores são estimativas e dependem de como cada pessoa adiministra os valores, do que resolvem comer e fazer durante a viagem.
Europa esperta
Europa não precisa ser cara se você souber onde ir.
Madrid e Valência (Espanha): Espanhol europeu, custo de vida mais baixo que Paris ou Londres, comida de rua barata (tapas, bocadillos) e vida noturna intensa. Madrid tem metro eficiente e você pratica espanhol o tempo todo. Valência é mais barata ainda e tem praia.
Cidades menores na França: Paris é cara, mas Lyon, Toulouse e Bordeaux oferecem experiências francesas autênticas e com preço mais acessível. Você pratica francês, come bem, conhece história e não quebra o orçamento.
Malta: Ilha no Mediterrâneo onde inglês é a língua oficial, tem foco jovem (muitos intercambistas) e, clima bom o ano inteiro. Hostel barato, praia, balada e inglês na rua. A passagem costuma ser acessível saindo da Europa (se você combinar com outra viagem).
Lugares baratos para viajar existem, mas o barato de verdade é não precisar pagar guia, não depender de aplicativo pra tudo, não ficar travado na hora de perguntar preço ou pedir ajuda.
Lugares para viajar em julho: verão no hemisfério norte, inverno no sul
Julho é mês de férias e também mês de escolher estratégia: calor intenso e movimento no hemisfério norte, ou frio e neve acessível no hemisfério sul.
Hemisfério norte: verão, festivais e vida de rua
Julho é alta temporada na Europa e América do Norte. Mais caro, mais cheio e mais oportunidades de conhecer gente do mundo inteiro.
Londres e Dublin ficam cheias no verão britânico, que é curto e por isso super valorizado. Parques lotados, festivais de música e pubs onde você puxa conversa até tarde.
Seu inglês vai sair naturalmente enquanto você pede pint, pergunta onde fica tal lugar e conversa com gente de 15 nacionalidades diferentes no hostel.
Já Barcelona e Madrid no verão são outra vibe; calor forte, praia (Barcelona) e vida noturna até o sol nascer, pois os espanhóis ficam na rua o tempo todo.
Você vai praticar espanhol em cada esquina, cada bar e cada conversa aleatória porque eles falam rápido, alto e sem parar.
Paris e Lyon em julho? Turismo pesado, mas também muitos franceses de férias viajando pelo próprio país, museus abertos, cafés cheios e parques às margens do Sena.
Você pratica francês no dia a dia: pedindo croissant no café, perguntando sobre exposição no museu, tentando entender (ou pelo menos fingir que entendeu) a piada do vendedor de rua.
Hemisfério sul: inverno e neve acessível
Se você prefere frio ou quer fugir do calor brasileiro, julho no hemisfério sul oferece neve, montanha e experiências diferentes.
Santiago vira base pra estações de esqui como Valle Nevado, Farellones e Portillo, todas a menos de duas horas da cidade. Você aluga equipamento, pega dica com local, resolve imprevisto e tudo isso em espanhol! É treino forçado enquanto você se diverte!
Bariloche é cartão-postal de inverno argentino: neve, chocolate quente e paisagem de filme. Mendoza tem vinícolas e montanhas cobertas de branco. Ambas te colocam pra falar espanhol em situação real e longe de exercício de livro.
Viajar em julho é sobre escolher clima, mas também é sobre escolher quantas vezes por dia você vai abrir a boca e usar o idioma que tá aprendendo.
Lugares para viajar sozinha (ou sozinho) sem se sentir travado
Viajar solo assusta. É normal.
Mas saber se virar no idioma muda completamente a sensação de segurança.
Quando você consegue perguntar direção, pedir ajuda, entender resposta e puxar conversa, você para de se sentir vulnerável.
Aqui estão destinos com reputação forte de segurança e onde o idioma realmente faz diferença:
Canadá é seguro, organizado e multicultural. Enquanto Toronto fala inglês, Montreal é bilíngue (inglês + francês). Hostels têm clima de comunidade, transporte público funciona e a gente de lá é receptiva. Cada interação é uma oportunidade de praticar.
Em Dublin, irlandeses são conhecidos por serem receptivos demais. A cidade tem estrutura forte de hostels, pubs onde você puxa conversa fácil e tours a pé gratuitos que conectam viajantes. O inglês irlandês tem sotaque carregado e é treino real, não aula de laboratório.
Barcelona e Madrid são grandes, seguras e cheias de viajantes solo. Hostels organizam atividades em grupo, a vida noturna é intensa e você pratica espanhol no mercado, no metrô e no bar da esquina sem nem perceber.
Paris tem fama de fria, mas se você fala francês (mesmo básico), a cidade se abre. Lyon é menor, mais acolhedora e mais barata. Ambas são seguras e cheias de cafés, museus e parques onde você encontra gente e oportunidade de conversar.
Portugal, Holanda e países nórdicos: nesses lugares, inglês resolve tudo! Lisboa, Amsterdã, Copenhague e Estocolmo: todas seguras, organizadas e com turismo consolidado. Você usa inglês pra hostel, transporte, restaurante e emergência. Funciona!
Viajar sozinho não é sobre coragem cega, é sobre preparação.

Lugares mais lindos do mundo para quem ama cultura (e não só paisagem)
Beleza visual impressiona, mas o que realmente marca é quando você entende a história por trás da paisagem, conversa com morador local e participa da cultura ao invés de só fotografar.
Torre Eiffel, Louvre, campos de lavanda na Provence… tudo é lindo.
Mas imagine entender a explicação do guia no Louvre sem depender de audioguia em português, pedir recomendação de vinho em francês pro garçom local ou conversar com artista de rua e entender o que ele fala. O Idioma transforma paisagem em experiência.
Andaluzia tem arquitetura mourisca que impressiona, enquanto Barcelona tem Sagrada Família e praias mediterrâneas.
Você pode tirar foto e ir embora, ou pode entender a história de Granada conversando com o guia local, perguntar pro artesão sobre técnica de cerâmica e puxar papo no mercado de La Boqueria enquanto escolhe fruta.
Québec City parece a Europa na América do Norte com suas ruas de pedra, castelo e francês na rua. Montreal mistura francês, inglês e cultura vibrante que muda de bairro pra bairro.
Saber francês te coloca dentro da experiência local, não só na superfície turística cheia de gente tirando selfie.
Cliffs of Moher na Irlanda, Highlands na Escócia e costa da Inglaterra têm paisagens de tirar o fôlego.
Mas o que torna ainda mais inesquecível é conversar com irlandês no pub sobre a história do lugar, entender piada do guia escocês durante o tour e ainda perguntar curiosidades pro morador local e realmente entender a resposta.
Grécia (Santorini e Atenas), países nórdicos (fiordes noruegueses e Copenhague) e Islândia (auroras boreais), nesses lugares, inglês é a língua que te conecta.
Você usa pra entender tour, fazer amizade no hostel, pedir ajuda e participar de conversa na mesa comum do café.
Lugares mais lindos do mundo não faltam, mas lindeza sem conexão é só cenário.
Viagens em família: lugares para ir com criança e não enlouquecer
Viajar com criança exige planejamento, estrutura e paciência.
Mas também pode ser uma experiência incrível, principalmente se você encara como oportunidade de mostrar pros seus filhos que idioma não é "matéria de escola", é ferramenta de vida.
Orlando tem parques temáticos, infraestrutura preparada pra família e tudo em inglês. Seus filhos vão ver você pedindo informação, entendendo instruções e resolvendo problema no idioma. Isso ensina mais que qualquer aula gravada!
Toronto e Vancouver são organizadas, seguras, cheias de parques interativos e museus hands-on. CN Tower, Stanley Park, Science World… Tudo pensado pra família que quer explorar.
Você pratica inglês enquanto cuida, explica e resolve imprevisto com criança cansada e com fome.
Barcelona e Valência têm praias, parques e museus interativos (CosmoCaixa em Barcelona é incrível pra criança). A Espanha recebe bem as crianças em restaurante, na rua e em qualquer lugar sem drama.
Você pratica espanhol pedindo menu infantil, perguntando sobre atividade e resolvendo o caos que é viajar com gente pequena.
Seja Disneyland Paris, Cité des Sciences ou castelos do Vale do Loire, a França tem tradição de valorizar cultura desde cedo. Você usa francês pra comprar ingresso, perguntar horário ou pedir ajuda quando a criança some no museu (acontece).
Viagem em família não é sobre "facilitar tudo", é sobre criar memórias! E ver os pais se comunicando em outro idioma, resolvendo situação real e encarando desafios, isso cria memórias que duram mais que qualquer brinquedo comprado no aeroporto.
Como escolher o melhor lugar para viajar de acordo com o idioma que você quer usar
Aqui está o segredo que ninguém te conta: você pode escolher destino pelo idioma que quer destravar.
Ao invés de decidir "quero ir pra Europa" e depois se preocupar com idioma, inverta a lógica.
"Quero usar inglês na prática. Para onde eu vou?"
Se você quer usar inglês
Inglês é língua global. Funciona em países nativos e em praticamente qualquer lugar do mundo como idioma do turismo.
Países onde inglês é língua nativa:
EUA oferece Nova York, Califórnia, Miami, Chicago, etc. Cada cidade com personalidade própria, sotaque diferente e gírias que você só aprende na rua.
Canadá te dá Toronto (inglês), Vancouver (inglês) e Montreal (bilíngue). Organização canadense com multiculturalismo que te coloca em contato com inglês de várias partes do mundo.
Irlanda tem Dublin, Cork e Galway. Sotaque irlandês forte, gente receptiva, pubs onde a conversa flui naturalmente (principalmente depois de uma pint).
Reino Unido é o berço do inglês com Londres, Edimburgo e Manchester. Sotaques variados, gírias locais e o inglês britânico que te desafia o ouvido.
Países onde inglês é língua do turismo:
Portugal (Lisboa e Porto) — todo mundo fala inglês com turistas, cidades organizadas e fáceis de se virar.
Holanda (Amsterdã) — holandeses falam inglês melhor do que muitos nativos. Você não vai ter problema nenhum.
Países nórdicos (Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia) — inglês resolve absolutamente tudo. Ninguém te olha torto e todo mundo responde naturalmente.
Grécia (Atenas e ilhas gregas) — o inglês é padrão no turismo. Você se comunica, resolve e aproveita sem stress.
Islândia (Reykjavik) — pequena, organizada e 100% do turismo funciona em inglês.
Se você quer usar espanhol
Espanhol abre a América Latina inteira e a Espanha. São mais de 20 países onde você pratica todos os dias.
Espanha te oferece Madrid, Barcelona, Sevilha e Valência. Isso é praticar o espanhol europeu com vibe intensa, vida de rua e conversação o tempo todo.
Argentina tem Buenos Aires (sotaque portenho único), Bariloche (neve e chocolate) e Mendoza (vinho e montanha). Os argentinos falam rápido e adoram conversar.
Chile entrega Santiago (moderna e organizada), Valparaíso (artística e “caótica”) e regiões de vinho e neve pra quem quer variedade.
México é cultura rica, comida incrível e uma diversidade absurda. Cidade do México, Playa del Carmen e Oaxaca; cada região com sotaque e expressões próprias.
Colômbia tá em ascensão. Bogotá, Medellín e Cartagena tem turismo crescente, infraestrutura melhorando e gente receptiva.
Peru combina história (Lima, Cusco e Machu Picchu) com montanha e um espanhol andino que te desafia.
Se você quer usar francês
Francês te leva pra França, Bélgica, Canadá francófono e alguns destinos na África.
Óbvio que a França é o epicentro, principalmente Paris, mas também Lyon, Bordeaux, Provence e Nice. Cada região com sotaque, cultura e culinária própria.
Bélgica oferece Bruxelas e Bruges. É bilíngue (francês + flamengo), mas francês resolve tranquilo. Além disso, é menor e mais acessível que França.
Canadá francófono entrega Montreal (bilíngue vibrante) e Québec City (francês europeu transplantado pra América do Norte, com sotaque canadense).
África francófona (Marrocos, Senegal e Costa do Marfim) é uma aventura mais intensa. Tem o francês como língua colonial ainda forte e uma experiência completamente diferente da Europa.
Escolher destino pelo idioma que você quer usar transforma sua viagem em imersão.
Você não vai "visitar", você vai viver!

Lugares para viajar não faltam. O que falta é você chegar falando o idioma
Recaptulando:
Lugares baratos existem (América Latina, cidades menores na Europa, Malta…), julho tem vibe diferente no hemisfério norte (verão e festivais) e sul (inverno e neve) e viajar sozinha(o) é mais seguro quando você sabe se comunicar.
Lugares lindos ficam melhores quando você entende a cultura e a viagem em família vira memória quando seus filhos veem você usando o idioma de verdade.
Tudo isso muda de figura quando você chega preparado.
Você pode viajar apontando pro cardápio ou pode pedir, perguntar, entender piada, puxar conversa e fazer amizade.
A diferença entre essas duas experiências não é sorte, é preparação!
Para de salvar post no Instagram e comece a se preparar de verdade.
Lugar pra viajar não falta, o que falta é você decidir se vai ser turista perdido ou protagonista da própria história!




