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Choices na Indonésia: O que um idioma pode proporcionar na sua vida

lê e fabi

Você já conhece o nosso projeto Choices? A série reúne experiências de dois nômades digitais que viajam pelo mundo graças ao conhecimento do inglês. O casal registra os momentos mais importantes das viagens e nós mostramos essas vivências a você! 

Nos meses de setembro e outubro, os viajantes Leandro e Fabi conheceram a Indonésia. Foram dois meses de muita experiência nova, muitas surpresas e alguns perrengues também.

Por isso, eles quiseram compartilhar cada detalhe dessa viagem conosco, com relatos exclusivos dos acontecimentos mais legais e interessantes. 

Lembrando que você pode acompanhar o Choices no nosso canal do youtube e no instagram

Confira os relatos do casal: 

Ilha de Bali

Quando falamos na Indonésia, a grande maioria das pessoas pensa em Bali, por isso, esse foi o primeiro lugar escolhido pelo casal. Bali é uma ilha conhecida por montanhas vulcânicas repletas de florestas e por praias belíssimas, além disso, o lugar proporciona experiências culturais e sociais muito interessantes!

“Quando chegamos em Bali, queríamos ficar em Canggu, que é o bairro mais conhecido da ilha, mas acabamos ficando em Munggu por duas semanas, e amamos mais ainda por ser um bairro local”, explica Fabi. O bairro possui culinária e estabelecimentos locais, não é um lugar com muitos turistas, o que também agradou nossos viajantes, pois mostrou mais verdadeiramente o cotidiano dos balineses. 

De acordo com Leandro, ficar em Munggu os aproximou ainda mais do lugar e dos costumes. “Foi muito legal! Fizemos amizade com o pessoal do restaurante, tivemos a experiência de presenciar uma cerimônia balinesa de um Templo Hindu, foi tudo muito interessante”, afirma. Depois dessa experiência, o casal recomenda buscar por bairros que sejam locais, para poder viver os dois lados da moeda, tanto a experiência turística, quanto o cotidiano dos moradores.

Com uma scooter alugada, Lê e Fabi percorreram diversos bairros conhecidos, cafés e restaurantes maravilhosos com ótimos preços, além de várias praias. “Tudo ficava muito perto e pagamos um valor bem baixo pela scooter. Pegamos praia a 20 min de onde estávamos hospedados”, relata Fabi. 

O casal aproveitou também para conhecer os templos hindus, afinal, Bali é um lugar onde a religião predominante iniciou ali e as crenças são muito fortes.  “Ficamos impressionados com a arquitetura [dos templos] e como eles pregam isso todo dia, de manhã, no almoço, à tarde, à noite, sempre rezando. É muito legal. Vimos uma crença e um respeito muito forte”, conta o casal.

Ubud

Ubud é uma cidade um pouco mais afastada da praia, em outra região de Bali. O lugar possui mais natureza, cachoeiras e selva, além dos cafés e restaurantes locais. Os moradores e turistas também gostam de ir pra lá praticar yoga. 

“Gostamos muito de Ubud porque é muito diferente, é outra perspectiva. Lá conhecemos muitos locais turísticos e achamos lugares incríveis também, além de termos feito bastante amizade”, comenta Fabi.

Nusa Penida

Ao sair de Ubud, o casal foi conhecer outra ilha que também pertence a Bali, Nusa Penida. De acordo com Leandro, a ilha é um paraíso. “Fizemos um cronograma e ficamos uma semana lá. Cada dia visitamos um local diferente e cada lugar era muito distante um do outro, demorava praticamente um turno inteiro só para nos deslocar”, explica. 

Em Nusa Penida, Lê e Fabi conheceram diversas praias, inclusive a Kelingking Beach – que é uma das praias mais famosas da Indonésia -, a Broken Beach e a Diamond Beach. “O lugar é paradisíaco, as águas são cristalinas e o mar é azul”, relata o casal.

Ilha de Java

A Ilha de Java é mais extensa e muito diferente de Bali, principalmente por conta da mudança de religião. Lá passa a ser o islã. O casal relatou que chegaram a ficar super constrangidos em usar bermuda, shorts ou uma blusa mais aberta, principalmente porque lá as mulheres tampavam até o cabelo. 

Os viajantes também acharam muito interessante a diferença das duas ilhas: a de Bali, que a religião é o Hindu Balines, e a de Java, que é cerca de 95% Mulçumano. Então a diferença de hábitos e costumes das duas ilhas é absurda. 

Até a energia da ilha era diferente, eram mesquitas e não mais os templos hindus, por exemplo. Então eles rezam 5 vezes por dia, até de madrugada, mesmo que você estivesse dormindo, tinha um alto falante, com pessoas rezando”, explica Fabi. Fora da mesquita também é de costume deixarem um alto-falante para que a qualquer momento eles possam rezar para todos que estão na cidade.

Vulcões

Ijen 

Uma das experiências mais legais que o casal nos contou foi a visita a vários vulcões. Saindo de Bali, eles foram visitar um vulcão Ijen, ativo na cidade de Banyuwangi. O vulcão é o principal motivo para chamar turistas para a cidade.

“O Ijen foi a parte que mais gostamos da Indonésia. Saímos à 00h para iniciar a subida do vulcão às 2h da manhã, foi uma subida que nos desafiou”, explica Leandro. A paisagem que o vulcão proporciona é incrível!

Além das experiências turísticas, o casal também viu de pertinho como é o cotidiano dos mineradores que trabalham nos vulcões. De acordo com eles, esse foi um dos pontos altos da viagem, principalmente por conta do aprendizado. “Eles extraem o enxofre 2 vezes por dia com cerca de 70kg a 90 kg, então ver essa realidade foi um aprendizado pra nós. Eles são pessoas muito humildes apesar de todas as dificuldades que enfrentam”, relata Fabi. 

Dentro da cratera do vulcão Ijen tem um lago de água turquesa, o mais ácido do mundo, à noite, nessa cratera, se cria uma lava azul, que é vista apenas no escuro, a “blue fire”, o casal afirma que esse também foi um dos pontos altos da viagem. 

Monte Bromo

Ao atravessar a Ilha de Java, Lê e Fabi chegaram na cidade de Probolinggo, onde foram visitar o segundo vulcão, Monte Bromo, que de acordo com eles, também entra nas partes mais legais da viagem. “Inclusive, fiz uma tatuagem do vulcão na perna para eternizar essa experiência”, acrescenta Leandro. 

Fabi explica que o Monte Bromo tem a subida mais tranquila e mais fácil que o Ijen, assim, eles conseguiram subir até o topo da cratera e sentir toda a experiência de estar perto do vulcão, com os sons e os tremores. 

Semeru – Lumajang

Ao chegar na cidade de Lumajang, o casal afirma ter passado por um perrengue complicado no local. Nesta cidade eles contrataram um motorista para levá-los no passeio, principalmente por conta das chuvas, inclusive, Fabi e Lê fizeram amizade com ele e com a família.

“O motorista nos levou até as cachoeiras, duas delas ficavam próximas ao Vulcão Semeru, que é um vulcão muito ativo, inclusive, em dezembro de 2021, ele explodiu e quebrou a ponte que dava acesso fácil, mas não sabíamos desse fato, então teríamos que dar uma volta gigantesca para chegar ao vulcão”, conta Fabi. 

Por conta dessa explosão recente, o casal resolveu ir por um trajeto alternativo, onde tiveram que passar por um rio de lava fria, e como choveu muito nos dias anteriores, esse rio tinha uma correnteza muito forte, impossibilitando até a passagem de carro. “Tivemos que esperar duas horas para chegar um trator e retirar as pedras para as pessoas passarem, só tínhamos nós de turista lá e vários mineradores”, explica o casal.

Após passarem, o motorista e os viajantes foram em direção a cachoeira, só que não foi possível ver nada, porque estava chovendo muito e tudo estava nublado. Foi uma viagem de cerca de 6 horas e a volta também possuía diversos obstáculos. “Demoramos cerca de 7h pra conseguir chegar ao hotel, ou seja, gastamos 12h de carro e não vimos nada”, relata Fabi.

Apesar dos perrengues, o casal conta que conseguiram até tomar um chá e experimentar comidas locais junto aos mineradores, que de acordo com eles, foram muito receptivos. Então no fim, a experiência compensou. 

Importância do Inglês

O inglês é fundamental em tudo quando você vai fazer uma viagem para o exterior. “Sempre costumo falar que você consegue sim viajar sem o inglês, mas a sua vida vai ficar bem mais difícil, por isso saber o inglês, intermediário pelo menos, facilita muito”, explica Leandro. O inglês é muito importante para as questões básicas como alugar um quarto de hotel, pedir comida, bebida, interagir com as pessoas e fazer amizades. 

“Com o inglês você tem uma outra perspectiva da viagem, onde consegue ampliar a experiência com outras pessoas, além da sua bolha. Às vezes nem é o lugar e sim as pessoas”, completa Fabi. 

Com o inglês, até básico, tudo fica mais fácil, até porque é uma língua mundial, qualquer lugar que você visita é importante ter o conhecimento da língua. “Mesmo com o inglês intermediário nós conseguimos entender tudo, por exemplo, se vamos a um passeio ou museu onde o guia só vai falar inglês, se você não souber ler e entender um pouco do que ele ta falando, tu perde o passeio por não entender nada. Pode ver um quadro ou uma estátua e não ter a menor ideia do que aquilo significa” conclui o casal. 

Futuro dos nômades

E o Choices não para por aí! Nossos nômades Lê e Fabi vão se aventurar e conhecer a fundo diversos outros lugares incríveis. E é claro, vão mostrar as melhores partes pra gente. Se inscreva no nosso canal para não perder nada e acompanhe a playlist “Choices. That’s it.” no YouTube!

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